dizia a placa. Desejei não saber ler e invadir o espaço vago que via além da barreira. Mas, li, entendi e dei a volta, como boa cidadã brasileira.
ESGOTADO
informava o cartaz. Quis me fazer de sonsa e conseguir um ingresso a preço de cambista, mas fiz foi um baita beiço por preferir ordem e progresso.
DEVIDO
lia-se o informe. Sonhei com uma manobra mirabolante que me livrasse da terrível carga tributária, mas como boa pagadora de impostos, entrei no vermelho da conta bancária.
ABSOLVIDO
afirmava o veredito do criminoso reincidente. Desejei ser surda e demente para não entender salvo-condutos que muito me envergonham de fazer parte da brava gente.
MÃE GENTIL
canta o hino, mas duvido que algum filho da puta no congresso entenda o significado, pois lá conto nos dedos quem honre o voto recebido ou juramento feito. E a pátria amarga entuchada de bile...
Como despedida do maravilhoso Curta-metragem publico À BRASILEIRA completo, que é curto para o tamanho da minha indignação. Muito obrigada pela leitura e carinho de todos! Chris Ritchie
25/04/2013
OCOS
Tenho muitos ocos dentro de mim alguns abismos e porteiras fechadas
atrás de meus olhos há uma vertente que, vez ou outra inunda minhas noites gélidas e estéreis então lanço vôo borboleta de asas cansadas silencio azul profundo...
lia-se o informe. Sonhei com uma manobra mirabolante que me livrasse da terrível carga tributária, mas como boa pagadora de impostos, entrei no vermelho da conta bancária.
Terceira estrofe de À Brasileira, de Chris Ritchie Poema em cinco estrofes publicadas semanalmente.