15/05/2013

Pedras





Pedras não me machucam
Não me impedem
Pelo contrário são rastros para as que me seguem

Que rolem
Que virem pó
porque nunca estou só!

08/05/2013

( boca )





E veio pelos olhos 

pela voz e pela tez.


Única

De uma vez


Úmida

E fez.



NDoretto

27/04/2013

À BRASILEIRA

Restaurante Sublime Sabor

LOTADO
dizia a placa.
Desejei não saber ler
e invadir o espaço vago
que via além da barreira.
Mas, li, entendi e dei a volta,
como boa cidadã brasileira.

ESGOTADO
informava o cartaz.
Quis me fazer de sonsa
e conseguir um ingresso
a preço de cambista,
mas fiz foi um baita beiço
por preferir ordem e progresso.

DEVIDO
lia-se o informe.
Sonhei com uma manobra
mirabolante que me livrasse
da terrível carga tributária,
mas como boa pagadora de impostos,
entrei no vermelho da conta bancária.

ABSOLVIDO
afirmava o veredito
do criminoso reincidente.
Desejei ser surda e demente
para não entender salvo-condutos
que muito me envergonham
de fazer parte da brava gente.

MÃE GENTIL
canta o hino,
mas duvido que algum filho da puta
no congresso entenda o significado,
pois lá conto nos dedos quem honre
o voto recebido ou juramento feito.
E a pátria amarga entuchada de bile...


Como despedida do maravilhoso Curta-metragem
publico À BRASILEIRA completo, que é curto
para o tamanho da minha indignação.
Muito obrigada pela leitura e carinho de todos!
Chris Ritchie
 


25/04/2013

 OCOS




Tenho muitos ocos
dentro de mim
alguns abismos
e porteiras fechadas


atrás de meus olhos
há uma vertente
que, vez ou outra inunda
minhas noites gélidas e estéreis


então lanço vôo
borboleta de asas cansadas
silencio
azul profundo...





24/04/2013

prefácio


















Amor:
se der
ceder
me
dando
Na
histeria da lua cheia
Meia e nova
quente
na sua alcova

Neusa Doretto


19/04/2013

À BRASILEIRA


DEVIDO
lia-se o informe.
Sonhei com uma manobra
mirabolante que me livrasse
da terrível carga tributária,
mas como boa pagadora de impostos,
entrei no vermelho da conta bancária.


Terceira estrofe de À Brasileira, de Chris Ritchie
Poema em cinco estrofes publicadas semanalmente.

17/04/2013

O céu e eu


O céu e eu

O céu aberto esquece a noite nublada e fala das estrelas.
O Outono se pendura nelas como pano seco, balançando na vida.

E me parece que resolvi tudo
Que nada mais há para fazer
senão
ser
docemente ser
felizmente
ser 



Neusa Doretto

12/04/2013

À BRASILEIRA


ESGOTADO
informava o cartaz.
Quis me fazer de sonsa
e conseguir um ingresso
a preço de cambista,
mas fiz foi um baita beiço
por preferir ordem e progresso.

Segunda estrofe de À Brasileira, de Chris Ritchie.
Poema em 5 estrofes publicadas semanalmente.