curta-metragem
12 de out. de 2011
De bolso
Leve meu poema sozinho com você
Ele pode ser trem
Navio, avião também
Leve meu poema sozinho com você
Ele pode ser cobertor e café
Virar ombro e cafuné
O meu poema sozinho é forte
E crê no amor depois da morte
Vai que dê sorte
10 de out. de 2011
diagrama do futuro
esperar por alguém
que (você sabe)
não vai voltar.
(o tempo que passamos
pacientemente
esperando...)
paciente paciente
numa sala
de espera.
horizonte
via Google imagens
todo mundo
tem um ontem
tem um ente
um outono
um instante
um só poente
para lembrar
ou enterrar
valéria tarelho
6 de out. de 2011
(De) Compor
O Sol
Acompanhado está:
Terra, Vênus, Plutão,
Dó, ré, mi, fá, lá
Mas tome nota:
O só
É mim sem ti
E isso não faz galáxia,
Muito menos samba-canção
Só é arremedo de Sol
Pequena inveja
Por acunha, solidão.
* tentativa de dialogar solidões com o Íta Puccini...
** foto: arquivo pessoal
Moni
poema pra dentro
fiz da solidão
morada.
casa de concreto
em quadrado,
formato em que
não me cabem
cantos
ou contornos.
exercício de endurecer
por força da vida.
5 de out. de 2011
A Dona
A abandonada
Um dia abandona
E do nada
Vira dona
De si
só
Nega os medos
(e se entrega aos dedos
escorrendo
líquida
E certa
por
ela
aberta)
4 de out. de 2011
Advertência
Colateral. Contra-indicada.
Experimente por sua conta e risco.
Advirto: vicio.
Eu
faço mal à saúde.
3 de out. de 2011
Mensagem de otimismo
Não se mate,
que a morte não é vingança!
Ainda que esse mundo seja um disparate
e a vida o fiel de uma balança,
cujo prato só pende
do lado de quem vende.
Vamos, esqueça a dor
do que já está perdido.
Deixe de lado o amargo do sabor
¾
as boas coisas são sempre obras do acaso!
Portanto, nem pense em partir (continue lançando os dados):
a sorte há de, um dia, lhe sorrir!
Sidnei Olívio
Postagens mais recentes
Postagens mais antigas
Página inicial
Assinar:
Postagens (Atom)