28 de nov de 2010


ARMADILHA







Hoje não tenho nenhum poema




Hoje,
só flores nas mãos
estrelas no céu da boca
um verbo torto mancando
na ponta da língua
e a palavra traiçoeira
teimando não ser cuspida.

19 comentários:

Mara faturi disse...

í.ta**

E o poema segue seu ritmo e vai ser breve na vida!!!
Bjos queridos poetas;)

Mai disse...

Se todo silêncio cuspisse estrelas e flores assim, não haveria tanto absurdo nessa vida.

Maravilha, Mara.

beijos

NDORETTO disse...

Estrelas, flores ( e um coração suspenso?)
Sua Poesia alarga a vida, coisa linda.

Beijos,
Neusa

Mara faturi disse...

Obrigada Mai;)
Sister querida, o que alarga a vida é este teu sorriso escancarando alegria e poesia,
Bjo grande!'

NDORETTO disse...

Que poema bonito,Mara......

bjs
Neusa

Í.ta** disse...

mara,

vai ser breve e causa armadilhas como essas.

achei o máximo! li como uma contradição própria do poema. não existir ao mesmo tempo que se é.

beijos!

Moni. disse...

Coisa mais linda, Maroca!

Essas tais palavras teimosas, se não cuspidas, ainda assim, voláteis, gravitam no ar deixando esse cheiro de poesia linda...

Beijo, querida!

Moni

Runa disse...

Olá, Moni.

Descobri teu blog através de um comentário noutro blog (já não sei qual) e resolvi dar uma espreitadela. Parabéns. Gostei daquilo que vi e... ganhaste mais um seguidor.

Runa

Renato de Mattos Motta disse...

Adoro este teu poema
e já tem muito tempo
queria ele pra título
de tuas "Andanças"
lembra?
o estranho é que
tempos depois
sem lembrar
escrevi um meu
que dialoga
com o teu:


EM SEGREDO

entre o céu da boca
e o chão da língua
a saliva das palavras
secreta poesia.

RICARDO disse...

Poema(apesar de não todo cuspido) com aroma.Haja olfato Maroca!!!!
Beijo.

Ângela disse...

Gostei e pronto e ponto inicial.

Berze

Marcia Carneiro disse...

Poema desse jeito... bah!!!Amorume, que todas as armadilhas sejam assim, doces e lindas!!!!!! É lindo demais...

Kiro Menezes disse...

Até que ia comentar palavras,

mas versos assim as espantam ditosas

palavras são para ti, manhosas!!!

Dilberto L. Rosa disse...

E, como visto, poemas sempre há, como o seu, que brota de onde parece não poder! Parabéns pelo espaço sempre rico! Um abraço!

Renata de Aragão Lopes disse...

Eis a poesia!

Um beijo,
Doce de Lira

Letícia Palmeira disse...

Vocês escrevem poesia e eu tô aqui de entrona mesmo. Vou dar uma lida nas regras de postagem (que a Neusa me enviou) e vou me esforçar pra acompanhar.

No mais, todo poema diz tudo.
O leitor que aprenda e "ler".

Beijo procês.

Non je ne regrette rien: Ediney Santana disse...

o poema me lembrou um velório, no qual o coitado morto tem certeza do seu fim, mas só pode observar e nada mais fazer, poema de leveza para falar de tema tão cruel a todos nós

Mara faturi disse...

INTERESSANTE AS SENSAÇÕES QUE O POEMA PODE SUSCITAR...
*Não pensava em morte qdo o "cuspi", mas gostei de seu comentário Ediney...
Acho que ele ( o poema) estava apenas dormindo, doido para acordar, rsrs
*vida longa a todos;))

Flá Perez (BláBlá) disse...

excelente esse verbo torto mancando na ponta da língua!
bjbjbj