21 de nov de 2010

pede licença o poema



naquele momento em que
o lápis e o papel se encontram
em outro espaço-tempo.

como fazer, então?
como fazê-lo?,
o poema?

porque de repente,
sem adeus dizer,
o poema segue seu ritmo

e não mais possível se torna
acompanhá-lo.

porque o que caracteriza
o poema
é a brevidade;

nasce para ser fugaz.

ítalo puccini

11 comentários:

NDORETTO disse...

Lindo! (O poema nasce para ser fugaz.Para ser lido,devorado como tudo na vida. Brevidades diárias.)

Gostei imenso!

Gisa Carvalho disse...

"nasce para ser fugaz."

O poema e tantas outras coisas...

Assis Freitas disse...

efemérides,


abraço

vanessacamposrocha disse...

lindo poema! A sensação é essa mesma!!

Ribeiro Pedreira disse...

a fugacidade do poema é perene.
abraço!

Non je ne regrette rien: Ediney Santana disse...

nascer para ser sempre acabar e o poema nisso tudo o que faz?

Lídia Borges disse...

A brevidade de um poema é uma ideia muito real. Se uma folha de papel e um lápis se atrasam no encontro à porta do poema, correm o risco de encontrar a casa vazia.

Anônimo disse...

lídia,
amei teu dizer. amei mesmo. achei incrível. maravilhoso.

ítalo.

Mara faturi disse...

Ítalo querido,
a Lídia faz poema do poema, tb o faz do musgo ,da pedra , do pássaro ...É "MARA" A LÍDIA"; É "MARA" TUA POESIA E A BREVIDADE DOS DIAS;))
Bjo!

Moni. disse...

Brevidade pode ser uma vida...
rs

=*

Renata de Aragão Lopes disse...

É fato...

Um abraço,
Doce de Lira