30 de dez de 2011

ÚLTIMO POEMA DE AMOR

Hoje, depois de um dia de trabalho árduo,
de salto alto, batom e rímel, completamente
sóbria, determinada e destemida, escrevi
o último poema de amor. Absoluto e triste
como um carvalho tombado com orquídeas
brancas em flor, ele tinha seu nome inteiro
em cada palavra. Digno e patético de tanta
seriedade e dor, eu lhe disse não e o rasguei
em mil pedacinhos antes de pôr no reciclável.

2 comentários:

Milene Maria disse...

preciso dessa força destemida. preciso mandar esse fantasma embora da minha cama!

:)

NDORETTO disse...

Gostei da prosinha curta!
Amor é como pele exposta ao sol: doura,embeleza,descasca e cai.......


Beijo!!