30 de ago de 2012





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O calar da poesia dói
nas manhãs claras
nas noites sem fim
nos outonos intermináveis em mim


o silêncio corta
feito espada
e a palavra não sai
filete do nada
jorrando descaso
por entre as linhas
que desesperadas correm
pelo canto das páginas
e sangram
ainda virgens.

3 comentários:

chris ritchie disse...

Dramático!!
E adorei o dente-de leão! Tão complexo e tão perene, como a vida (de poeta). xx

NDORETTO disse...

Opa,belo poema ( trágico! )!

É assim mesmo? Ah, duvido!!

Beijos,sister!

Larissa Bello disse...

Bem-vinda de volta e aparecer novamente. E que a poesia nunca se cale!

Bjos