21 de ago de 2012

Iniciática

Esgarça
a gaze branca que me cobre.

Na meia-taça
derrama qualquer bebida,
mesmo a menos nobre.

Tinge de chamas, aguardentes,
se embriaga em auréolas rosadas
- de anjo elas não têm nada -

Asas caídas, no meu céu ungido:
Segue esse líquido até perto do umbigo.

Percorre um Zênite, a anca
junção do Elísio e Inferno,
e dorso-ventral
e inversamente
desemboca sua boca na nascente.

Absorve o seu Karma
meu gozo e presente:

Absolvo sua alma,
conservo seu corpo,
éter e semente...


3 comentários:

NDORETTO disse...

Muito legal!!!

chris ritchie disse...

Poema super sexy! Notei a diferença entre texto e leitura:
mesmo a menos nobre ou menos a menos nobre? Prefiro mesmo - nessa hora o que vale é sorver!
xx

Mara faturi disse...

MARA...VILHOSOOOO!!! Vontade de roubar, rsrsrsrrsrrs
Grande bjo Flá!