30 de nov de 2012

EOS


No emaranhado da crina do corcel,
Ficou um rastro de vento.
Esvoaçando o vestido da noiva,
Brinca levado o vento.

Destelha, parte, derruba,
Agita, levanta, tremula,
Varre, empurra, tudo muda de curso.

Velas inchadas, barcos velozes,
Guarda-sol rolando na areia.
Se abro os olhos vejo vindo a tempestade
E me pergunto se sou eu quem a semeia.

2 comentários:

NDORETTO disse...

Épico!.....rsr.....

Larissa Bello disse...

A primeira parte me remeteu a imagem das montanhas ruivosas do Morro dos Ventos Uivantes.

Bjos!