26 de jul. de 2010
Urgência
Morderam a vida toda em 10 minutos
sexo bom e analfabeto
sob a lua de curvas
ancas
e reto
Gemendo grunhidos
desgrudaram-se do mundo...
Pegaram a felicidade pela mão
e foram embora
que por hora é o que se tem
Neusa Doretto
15 de jul. de 2010
Sessão da Tarde
Ah, esses sonos
De meio-de-tarde,
De poucas vantagens,
Nem sempre bacanas
E os seus sonhos
De roteiro covarde,
Meros curtas-metragens,
Quase sempre sacanas.
17 de jun. de 2010
9 de jun. de 2010
Parceiros do Curta-Metragem.
Em respeito ao poema do parceiro de blog, peço que as publicações sejam feitas no intervalo de 7 dias; uma semana entre um e outro, possibilitando o tempo mínimo de leitura para cada poema, garantindo desta forma a satisfação em ser lido e comentado.
beijinhos,
Neusa Doretto
beijinhos,
Neusa Doretto
o poema direito
Vou fazer o poema direito
O poema direito
vai conter a mulher que deseja o meu desejo
e terá os meus pés no seu andar
de forma que nada desencontre
separe ou desaponte
O poema direito sorrirá com todos os dentes
e pagará para que eu escreva sempre
O poema direito só cantará o amor coincidência
Não a indecência do coração torto
caído
e morto
Vou fazer o poema direito.
Neusa Doretto
4 de jun. de 2010
umbigo
[valéria tarelho]

umbigo:
entremeio obscuro
furo
entre fenda e seios
senda
da sua libido
vereda
em que passeiam
língua e dedos
orifício
que permeia
o desejo
poço
a um passo
de meu sexo
* publicado no Livro da Tribo 2005 pgs. 170/171
ilustração de José Carlos Martinêz, especialmente para a agenda.

umbigo:
entremeio obscuro
furo
entre fenda e seios
senda
da sua libido
vereda
em que passeiam
língua e dedos
orifício
que permeia
o desejo
poço
a um passo
de meu sexo
* publicado no Livro da Tribo 2005 pgs. 170/171
ilustração de José Carlos Martinêz, especialmente para a agenda.
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