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26 de mar. de 2013
12 de mar. de 2013
26 de fev. de 2013
21 de ago. de 2012
Iniciática
Esgarça
a gaze branca que me cobre.
Na meia-taça
derrama qualquer bebida,
mesmo a menos nobre.
Tinge de chamas, aguardentes,
se embriaga em auréolas rosadas
- de anjo elas não têm nada -
Asas caídas, no meu céu ungido:
Segue esse líquido até perto do umbigo.
Percorre um Zênite, a anca
junção do Elísio e Inferno,
e dorso-ventral
e inversamente
desemboca sua boca na nascente.
Absorve o seu Karma
meu gozo e presente:
Absolvo sua alma,
conservo seu corpo,
éter e semente...
a gaze branca que me cobre.
Na meia-taça
derrama qualquer bebida,
mesmo a menos nobre.
Tinge de chamas, aguardentes,
se embriaga em auréolas rosadas
- de anjo elas não têm nada -
Asas caídas, no meu céu ungido:
Segue esse líquido até perto do umbigo.
Percorre um Zênite, a anca
junção do Elísio e Inferno,
e dorso-ventral
e inversamente
desemboca sua boca na nascente.
Absorve o seu Karma
meu gozo e presente:
Absolvo sua alma,
conservo seu corpo,
éter e semente...
24 de abr. de 2012
Masoquismo
Tem uma faca na boca
e com ela me sangra
- mas depois de cortar,
me estanca -
Essa faca tem força,
busca sempre o pescoço
me esvai e cega,
expõe nervo e osso.
depois desce assim pelo corpo
misericordiosa e precisa.
Sem perguntar
trata-me como fruta madura
e me cauteriza.
3 de abr. de 2012
serengueti
Apago os rastros, pra te dar mais trabalho.
Eu corro agridoce e indócil
(é que não gosto das coisas muito fáceis).
Eu admiro as feras que comem as presas
que ainda respiram
e se contorcem.
20 de mar. de 2012
7 de fev. de 2012
Babo seira
Ao pé-de-ti
Adubei com algo
que o cavalo deixou no quintal,
melhor que xaxim
31 de jan. de 2012
Tum-tum- Tum Tum Tam Tum Tum
10 de jan. de 2012
Tropel
O sono não vem
- e cadê minha poesia? -
Essa algaravia de vida
zunindo e me deixando tonta.
Tanto acontecendo fora de mim
que é demais
pro aqui dentro dar conta.
3 de jan. de 2012
6 de dez. de 2011
Loba
é lá onde eu corro no escuro
e como
quem passa
o Lenhador me devassa,
se entrega,
se expõe aos perigos
pra ver se aos poucos
me acha.
29 de nov. de 2011
Separação de Corpos
Eu, camiseta, calcinha
e meia amarela,
Le(n)do Ivo
- destesto novelas -
Ele, cueca samba canção,
apenas um pênis
que não mais me apetece
e assiste ESPN.
8 de nov. de 2011
Dois pra lá, dois pra cá
1 de nov. de 2011
Autoral
É de outros,
se eu ponho entre aspas.
Quando ponho entre as pernas
é só meu
e ninguém tasca.
se eu ponho entre aspas.
Quando ponho entre as pernas
é só meu
e ninguém tasca.
25 de out. de 2011
sem venenos
Cultive o que importa.
Regue por vontade própria.
O revolver de vez em quando a terra,
é o que faz sementes virarem brotos
tornarem em plantas
de amores que não morrem mais.
18 de out. de 2011
Enigma
Sabe aquela mulher no retrato de família,
com olhar de quem não está nem vendo
e pouco se importa?
Sou eu na fase natureza morta.
9 de ago. de 2011
A mai(s)
O sêmem, as outras,
a falta de tato, os destratos:
há coisas que a gente só engole no amor.
Mas depois que tudo isso passar,
nem pergunte porque a gente cospe,
me faça o favor!
24 de abr. de 2011
Não dizes, mas sei,
eu sei, meu bem,
que gostas,
de escrever poemas de amor
em minhas costas,
pra que eu não perceba
mais do que mostras
e acabe por dobrar
as apostas.
30 de jan. de 2011
Itinerantes
Embarcam hoje,
às três e meia da tarde.
É incerto o itinerário
e nem mesmo sei a duração da viagem.
Mas o destino é certo:
outro desejo em alto-relevo,
outra paisagem.
Meu olhos nômades,
procuram fertilidade.
Semeiam, chovem, colhem.
Mas os teus são inóspitos,
por isso estive só de passagem.
(publicado em meu livro LEOA OU GAZELA, TODO DIA É DIA DELA, Editora Utopia, 2009)
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